Liderança e Pessoas
Por Equipe Ecclesiato · · 3 min de leitura
Faça uma conta rápida. Quantas pessoas novas passaram pela sua igreja no último ano? Some visitantes, batismos, transferências, gente que chegou pela célula. Na maioria das igrejas o número surpreende para cima — é bem maior do que a liderança imaginava.
Agora compare com a membresia de doze meses atrás. Se entraram 40 pessoas e a igreja cresceu 6, você não tem um problema de evangelismo. Tem um problema de retenção — e provavelmente está investindo no lugar errado.
A conta que quase ninguém faz
Igreja conta entrada. Batismo tem culto, transferência tem apresentação, visitante tem ficha. A saída não tem cerimônia nenhuma: a pessoa simplesmente para de vir.
Por isso o crescimento é medido pelo lado fácil, e a liderança passa anos empurrando mais gente para dentro de um balde furado.
Autoteste: três perguntas
- Quantas pessoas você consegue nomear que congregavam há um ano e não congregam hoje?
- Dessas, quantas conversaram com alguém da liderança antes de sair?
- Em quantos casos você sabe o motivo?
Se a resposta da primeira for "umas cinco ou seis" e você suspeita que foram mais, esse é o problema. Não a suspeita — a incapacidade de fechar o número.
Os três tipos de saída
Misturar os três é o que impede a igreja de agir:
- Saída legítima — mudou de cidade, casou e foi para a igreja do cônjuge, foi enviada. Não é perda, é vida acontecendo. Deveria ser registrada e celebrada
- Saída por conflito — houve um episódio, e alguém da liderança normalmente sabe qual foi
- Saída silenciosa — a maior das três, e a única sobre a qual ninguém tem informação. A pessoa foi rareando até parar
A terceira é onde está quase todo o volume. E é a única que a igreja poderia ter evitado.
Por que a saída silenciosa não é percebida
Porque ela não acontece de uma vez. A pessoa falta um domingo, depois dois seguidos, depois volta uma vez, depois some. Em nenhum momento existe um evento — e a liderança só reage a eventos.
O ponto em que ainda daria para conversar é a segunda ou terceira ausência. Mas ninguém percebe a segunda ausência de alguém quando há trezentas pessoas no salão.
O que fazer com isso
Comece registrando a saída com o mesmo cuidado com que você registra a entrada. Quando alguém é marcado como inativo, o motivo entra junto — e em doze meses você tem, pela primeira vez, o retrato de por que as pessoas deixam a sua igreja.
É uma informação desconfortável. Também é a mais acionável que a liderança pode ter.
Sobre como enxergar o afastamento antes que ele se complete: qual sistema mostra quem parou de frequentar a igreja.
Tópicos: Membros, Crescimento, Cuidado Pastoral