Administração da Igreja
Por Equipe Ecclesiato · · 3 min de leitura
Se alguém perguntasse hoje quanto custa manter a sua igreja funcionando por um mês, você teria o número na ponta da língua?
A maioria das lideranças tem uma estimativa — e a estimativa costuma ficar entre 30% e 50% abaixo do real. Não por descuido: porque o custo de uma igreja é composto de muitas coisas pequenas que ninguém soma.
Faça o inventário
Passe por cada linha. As três primeiras todo mundo lembra:
- Aluguel ou financiamento do templo
- Energia, água, internet
- Salários e prebendas
E aqui começa o que quase sempre fica de fora:
- Manutenção — ar-condicionado, telhado, pintura, hidráulica. Não acontece todo mês, mas tem média mensal
- Equipamento — som, projeção, instrumentos. Tudo isso tem vida útil, e vida útil é custo mensal disfarçado de compra eventual
- Material de consumo — copos, café, papel, produtos de limpeza, material do infantil
- Transporte — deslocamento de pregador, equipe, visitas
- Contabilidade e obrigações — escritório contábil, taxas, certidões
- Seguros
- Software e serviços — sistema, hospedagem do site, plataforma de transmissão
- Ações sociais e ajuda a famílias — que costuma ser tratado como "quando aparece", mas aparece todo mês
Autoteste: quatro perguntas
- Qual o custo total do mês passado? (não a estimativa — o número)
- Quanto disso é fixo e quanto é variável?
- Se a arrecadação caísse 20% por três meses, o que aconteceria?
- Quanto custa um domingo da sua igreja?
A quarta é a mais reveladora. Divida o custo mensal pelo número de cultos. O resultado costuma calar a reunião — e reposiciona qualquer discussão sobre gasto de ministério, que quase sempre é uma fração pequena do total.
O custo por pessoa
Divida o custo mensal pela frequência média. Você chega ao custo por pessoa por domingo.
Esse número serve para uma coisa específica e importante: quando alguém propõe um projeto para atrair mais gente, dá para estimar o custo adicional de atender essa gente. Igreja que cresce sem essa conta cresce e quebra.
O que fazer com o número
Não é para cortar. É para decidir com informação:
- Dá para assumir um novo compromisso fixo?
- O terceiro horário custa quanto por mês?
- Quanto de reserva a igreja precisa para atravessar três meses ruins?
Nenhuma dessas perguntas tem resposta sem o custo real na mesa.
Como chegar lá
Se hoje a tesouraria lança tudo como "despesa", nenhuma dessas perguntas se responde. O que separa é a classificação: cada lançamento com sua natureza e seu responsável. Sobre isso: qual sistema mostra para onde está indo o dinheiro da igreja.
Em três meses de lançamento classificado você já tem o número — e provavelmente uma ou duas surpresas.
Tópicos: Finanças, Tesouraria, Planejamento