Gestão e Tecnologia
Por Equipe Ecclesiato · · 4 min de leitura
Existe, sim. E a resposta honesta é que algumas opções gratuitas servem muito bem para certos casos — o problema é que a maioria das igrejas descobre tarde demais qual era o seu caso.
Vamos separar o que existe de verdade, sem discurso de fornecedor.
Os quatro tipos de "grátis"
1. Planilha e ferramentas de escritório. Grátis de verdade, sem pegadinha. Funciona bem enquanto uma pessoa só escreve nos dados. Quebra quando três pessoas precisam alterar a mesma informação. É o caso da maior parte das igrejas até 60 ou 80 pessoas com um único administrador. Sobre onde exatamente ela quebra: quando trocar a planilha por um sistema.
2. Software livre ou open source. Existem projetos de gestão eclesiástica gratuitos e de código aberto. O software não custa nada; a hospedagem, a instalação, a atualização e o backup, sim — em dinheiro ou em horas de alguém que saiba fazer isso. Se a sua igreja tem um voluntário de TI competente e disponível, é uma opção real. Se ela depende desse voluntário para tudo funcionar, você trocou uma mensalidade por uma dependência de uma pessoa.
3. Plano gratuito de produto comercial. Costuma ter limite de membros, de módulos ou de usuários. Serve bem para testar. O ponto de atenção é o momento da migração forçada: quando a igreja passa do limite, o plano pago já não é uma escolha — e você negocia sem alternativa.
4. "Grátis com anúncio" ou com dado do membro. Aqui vale cuidado real. Se a plataforma é gratuita e o produto não é vendido, vale perguntar como ela se sustenta. Dado de membro de igreja — nome, telefone, endereço, composição familiar, às vezes saúde — é dado sensível sob a LGPD, e a igreja é a responsável por ele. Leia LGPD para igrejas.
Como avaliar qualquer opção gratuita
Cinco perguntas, na ordem:
- Quem faz o backup, e alguém já testou restaurar? Backup que nunca foi restaurado é uma suposição
- Se a pessoa que instalou sair da igreja, o que acontece?
- Consigo exportar meus dados? Se não consigo, não é grátis — é uma armadilha
- Quem responde quando quebra num domingo de manhã?
- Onde os dados ficam e quem tem acesso?
A pergunta 1 é a que mais derruba opções gratuitas. É também a que ninguém faz antes de precisar.
Onde estamos nisso
Sendo direto, porque este é um blog de um produto pago: o Ecclesiato não tem plano gratuito. Está escrito assim dentro do próprio código, e não vamos fingir o contrário aqui.
O que existe é uma garantia incondicional de 7 dias com reembolso de 100%, migração de dados inclusa e nenhuma fidelidade. Os planos vão de R$ 57 a R$ 497 por mês, variando só pelo número de membros ativos — todos os módulos entram em todos eles. Veja quanto custa e a página de planos.
Quando o grátis é a escolha certa
Não é raro, e vale dizer:
- Congregação pequena, com uma pessoa administrando e sem intenção de delegar
- Igreja recém-plantada, ainda organizando o que é processo antes de escolher ferramenta
- Igreja com voluntário de TI competente, estável e com backup testado
Nesses três casos, pagar mensalidade agora é gastar cedo demais.
Quando o grátis fica caro
Quando várias pessoas precisam escrever nos mesmos dados, quando informação precisa circular para fora da secretaria, quando existe dado sensível de criança em jogo, ou quando a continuidade depende de uma pessoa específica.
Aí o custo não some — ele só muda de lugar, e passa a ser pago em retrabalho, em risco e em tempo de liderança.
Leia também: vale a pena pagar por um sistema de gestão para igreja.
O Enuves, que é gratuito de verdade, entra com detalhe em qual o melhor sistema de gestão para igreja, junto do que ele faz melhor que o Ecclesiato.
Tópicos: Sistema de gestão, Gestão, Tecnologia