Liderança e Pessoas
Por Equipe Ecclesiato · · 4 min de leitura
Na maioria das igrejas, todo mundo que aparece com alguma frequência acaba numa lista só, chamada de "membros". O visitante que veio três vezes, o casal que congrega há dois anos mas nunca fez a membresia, o irmão batizado que serve no louvor: tudo na mesma planilha.
O problema aparece na hora de responder a perguntas simples. Quantos membros a igreja tem? Quem pode votar na assembleia? Quem deveria estar sendo convidado a dar o próximo passo? Com uma lista só, nenhuma resposta sai certa.
Três situações, três cadastros
- Visitante é quem está chegando. Veio uma, duas, três vezes. A igreja ainda não sabe se ele vai ficar, e ele também não. O que importa aqui é o contato e o acompanhamento das primeiras semanas.
- Frequentador é quem já ficou, mas não é membro. Vem com regularidade, às vezes há anos, participa de célula, traz os filhos ao infantil. Não fez a membresia: pode não ser batizado, pode ter vindo de outra denominação, pode simplesmente não ter decidido ainda.
- Membro é quem entrou no rol da igreja pela forma que o estatuto define: batismo, transferência, aclamação. É quem vota na assembleia, quem pode assumir cargo e quem aparece no livro de membros.
Por que separar faz diferença
- O número de membros fica verdadeiro. O rol de membros é o que o estatuto e a assembleia usam. Misturar frequentadores infla o número e bagunça o quórum.
- Cada um recebe o cuidado certo. O visitante precisa de contato rápido. O frequentador precisa de convite: para a classe de membresia, para o batismo, para servir. O membro precisa de acompanhamento e de espaço para servir.
- O frequentador deixa de ser invisível. Numa lista só, ele some no meio dos membros, e ninguém percebe que faz dois anos que ele vem sem nunca ter sido convidado a dar o próximo passo.
- O visitante não vira cadastro morto. Quem veio uma vez e nunca voltou não deveria contar como membro, nem ficar para sempre na lista principal.
A passagem de um para o outro
O caminho natural é visitante, depois frequentador, depois membro. Mas nem sempre é linear: o visitante batizado que vem transferido de outra igreja pode virar membro direto, e o frequentador pode passar anos como frequentador. O importante é que a passagem fique registrada, com a data, para a igreja saber quanto tempo cada etapa leva e onde as pessoas param.
Algumas regras práticas
- Defina por escrito quando alguém deixa de ser visitante. Por exemplo: depois da terceira visita, ou quando entra numa célula.
- Não cadastre visitante como membro "para não perder o contato". Para isso existe o cadastro de visitante.
- Revise os frequentadores uma vez por ano: quem está há mais de um ano como frequentador merece uma conversa sobre o próximo passo.
- Na assembleia e no relatório anual, use só o número de membros ativos.
Sobre o visitante que acabou de chegar: anotar o nome do visitante não é acolhimento. Sobre o número de membros: quantos membros sua igreja realmente tem.
Como funciona no Ecclesiato
No Ecclesiato, os três são cadastros separados, com telas próprias:
- O visitante se cadastra por QR Code ou link. Se ele já é visitante, o sistema soma o retorno no mesmo cadastro em vez de criar outro; se já é membro, não duplica. Ele entra na trilha de acompanhamento do módulo de visitantes.
- A ficha do frequentador mostra desde quando ele frequenta, a última presença, o grupo e como chegou. Ela não tem ministérios, batismo, cargo nem verificação, que são da ficha de membro.
- A ficha do membro tem tudo isso, mais a membresia, o batismo e a impressão para o livro de membros, no módulo de membros.
- O visitante pode virar frequentador ou membro, e o frequentador pode virar membro, sem redigitar os dados. A passagem fica na linha do tempo da pessoa.
- O limite do plano conta membros e frequentadores ativos. O visitante não entra nessa conta.